segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Depressão pós coito

Hoje decidi,
queria ser poeta.
Mas como dói.

Três vezes mais


era ter por quem sofrer
somente
ou
infelizmente
sua falta
de sofrer
e viver
agora
volte
estarei em silêncio
com você.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Culpa de quem


A culpa é minha,
Desculpa amor,

Não culpe você,
Desculpe amor,

Culpado somos todos nós,
Desculpado está o amor,

Culpar eles não,
Desculpar sem amor,

O amor é uma culpa,
A culpa é um cú.

domingo, 20 de setembro de 2009

Até aqui, a gente vem no automático


Domingo a gente decide: Como é que chegamos aqui mesmo?

domingo, 13 de setembro de 2009

MANUAL DO GUERRILHEIRO URBANO CARLOS MARIGHELLA


O guerrilheiro urbano deve saber como viver entre as pessoas e se cuidar para não aparentar ser estranho ou distante da vida normal da cidade.

Não deve usar roupas diferentes da que outras pessoas utilizam. Roupas caras e elaboradas para os homens ou para as mulheres podem ser um impedimento para o guerrilheiro urbano, caso seu trabalho o levar a bairros onde este tipo de roupa não seja comum. O mesmo serve se o trabalho for na ala inversa.

O guerrilheiro urbano tem que viver do seu trabalho ou atividade profissional, se é conhecido ou procurado pela polícia, se esta sentenciado ou esta sob liberdade condicional, tem que viver clandestinamente. Sob tais condições, o guerrilheiro urbano não pode revelar suas atividades a ninguém, já que isso é sempre e unicamente de responsabilidade da organização revolucionária a qual pertence.

O guerrilheiro urbano tem que ter uma grande capacidade de observação, tem que estar bem informado a respeito de tudo, em particular dos movimentos de seu inimigo, tem que estar constantemente alerta, procurando, e ter grande conhecimento sobre a área em que vive, opera, ou através da qual se movimenta.

Mas a característica fundamental e decisiva do guerrilheiro urbano é que é um homem que luta com armas; dada esta condição, há poucas probabilidades de que possa seguir sua profissão normal por muito tempo ou o referencial da luta de classes, já que é inevitável e esperado necessariamente, o conflito armado do guerrilheiro urbano contra os objetivos essenciais:

a. A exterminação física dos chefes e assistentes das forças armadas e da polícia.

b. A expropriação dos recursos do governo e daqueles que pertencem aos grandes

capitalistas, latifundiários, e imperialistas, com pequenas exropriações usadas para o mantimento do guerrilheiro urbano individual e grandes expropriações para o sustento da mesma revolução.

É claro que o conflito armado do guerrilheiro urbano também tem outro objetivo. Mas aqui nos referimos aos objetivos básicos, sobre tudo às expropriações. É necessário que todo guerrilheiro urbano tenha em mente que somente poderá sobreviver se está disposto a matar os policiais e todos aqueles dedicados à repressão, e se está verdadeiramente dedicado a expropriar a riqueza dos grandes capitalistas, dos latifundiários, e dos imperialistas.

Uma das características fundamentais da revolução brasileira é que desde o começo se desenvolveu ao redor de expropriações da riqueza da burguesia maior, imperialista, e dos interesses latifundiários, sem a exclusão dos elementos mais ricos e dos elementos comerciais mais poderosos envolvidos com a importação e exportação de negócios.

http://oberrodaformiga.blogspot.com/2009/04/manual-do-guerrilheiro-urbano-carlos.html

Jornalismo abrasileirado


Moral e intelectualmente, ele se mostrou muito superior a seus entrevistadores, cuja visão da história das últimas décadas se resume ao conjunto de estereótipos pueris infindavelmente repetidos pela mídia e consumidos por ela própria. O fato de que até Boris Casoy, não sendo de maneira alguma um homem de esquerda, pareça ter-se deixado persuadir por esses estereótipos, ilustra até que ponto a pressão moral do meio tornou impossível a liberdade de pensamento no ambiente jornalístico brasileiro.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

5.000 horas em 83 cliques

Cada um com seu lema


Se não se contentasse com tudo aquilo que tem e já é, seria culpa sua ou do poeta ?

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Todos sabem como acaba a história, não é?


Mal eles imaginaram o que esperaria para vocês. Porque 1969 foi um ano estranho, bem estranho. Nem tanto pelo tempo, mas pela oportunidade de poder fazer um jogo lógico de datas marcantes e a necessidade de encontrar assuntos de interesse público, saca?

Quarenta anos de paz, amor e um monte de cabeludos e tals. Para quem é a da geração Y – as mimadinhas da Xuxa e ou nerdzinhos do Castelo-Rá-Tim-Bum – falar em Woodstock é como saber que o Homem foi a lua. Diria um deles: Legal, e ai?

O lance é que ninguém sabe o que é que eles pensam, eles mesmos sabem do que não pensam, mas sabem que não sabem mais no que pensar de tanta informação que recebem diariamente. Ou seja, falar em lógica e fatos históricos, definitivamente não funciona.

Estamos consciente do que acontece no presente, não porque eu sou de esquerda ou de direita, mas porque ninguém de nós sabe realmente o que acontece. Nós mesmos falaremos sobre nós mesmo, não era isso o que defendiam?

O tempo é inevitável, estamos em 2009. Celebrações e comemorações são apenas fugas para não admitir a própria angústia que sentem por ter uma vida desinteressante e patética. Fomos iludidos como vocês.

A geração Y não tem culpas, todas foram compradas. Não têm responsabilidade e comprometimento, entretanto bom-senso. Esse ano tem sido um ano estranho, tão estranho quanto 69. Aliás, vocês confiariam em alguém depois de 69?