segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Muro de Berlim

Tenho nome russo,
mas não sou
cara de japonês,
mas não sou
sangue brasileiro,
mas não sou
cultura de americano,
mas não sou
espírito africano,
mas não sou
Devo ser
talvez
alguém em cima do muro

sábado, 7 de novembro de 2009

MESCALHA


domingo, 1 de novembro de 2009

Culpa sua e de quem mais compreender


Definitivamente o mundo real não é um lugar seguro de se viver,
e é por isso que nos deixamos enganar pelo o que não acreditamos.

sábado, 31 de outubro de 2009

Revolução dos Bichos


1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais que outros.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Finados


Quando 1 pato morre, quem paga o pato é o pato.
Quando 4 patos morrem, quem paga o pato são os patos.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Better Man | Playing For Change featuring Keb Mo from Concord Music Group on Vimeo.


2.4. O futuro do Gonzo no Brasil

2.4.1. Viabilidade do Gonzo no Brasil

O interesse do público em um jornalismo mais personalista acompanha a visível decadência da fórmula engessada à qual a maioria das redações no Brasil aparenta estar presa. Outro reflexo disso pode ser encontrado na cultura individualista que se abate no imaginário popular ocidental (ou mundial) através da mídia. Em seu livro "Metamorfoses da cultura liberal", o filósofo francês Gilles Lipovetsky explica sobre este cruzamento de tendências da seguinte forma:
O poder da mídia coincide com uma capacidade de imposição de modelos que, por não serem obrigatórios, não deixam de ter menos eficácia. Daí os inúmeros alertas contra as ameaças de conformismo e de despersonalização engendradas pela mídia, cuja influência, para falar como Heidegger, permitiria o desenvolvimento da típica ditadura do 'se', do impessoal. (...) Mesmo se, de fato, a mídia dirige-se a todos, ela não homogeneíza o corpo social mais do que a escola, sendo que os gostos e práticas continuam amplamente determinados pelas culturas de classe e pelas lutas travadas em nome da aquisição de sinais de distinção.

À mitologia da massa indiferenciada, é preciso opor os estilos de vida, classificados e classificadores, os diferentes habitus, as lutas simbólicas entre as classes. Essas críticas têm seus fundamentos, embora não cheguem a penetrar no essencial das práticas da mídia em nossas sociedades democráticas, ou seja, no que se refere à contribuição da mídia para o advento histórico de uma novoa cultura individualista. (...) Os meios de comunicação contribuem para a multiplicação dos valores de referência, para liberar os indivíduos da fidelidade a partidos políticos e igrejas, emanciapando-os das ideologias monolíticas.

Isso não elimina o conformismo nem os clichês, mas os torna menos rígidos, menos firmes, mais rapidamente questionáveis. (...) A mídia destrói as experiências afetivas comuns e o prazer das enormes reuniões (...) Paralelamente à multidão solitária, surgem as novas multidões emocionais pós-modernas, que cabem mal na grade da "sociedade do espetáculo", ou seja, da fabricação da passividade e da separação generalizadas.

A partir destas idéias e de outros argumentos postos nos capítulos anteriores em relação à mudança no sistema emissor/receptor ensinado nas faculdades com as novas tecnologias de comunicação, é perfeitamente exeqüível a teoria de que os leitores estão enfastiados do formato narrativo predominante na imprensa brasileira. Apesar da crise financeira do setor, soluções podem e estão sendo procuradas por editores que conseguem se manter a par do que realmente acontece ao seu redor.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Meia Hora


Fim de dia! Menos um dia, mais um dia ? Sem um dia, com um dia. Mas que dia ! Outro dia, quem sabe um dia, até que um dia, porque num dia! Não é meio dia, é meia hora.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

09/11/1986

desde a segundo metade da década de 1980, vejo dentre as pessoas, que é entre os 20 e 25 anos o autêntico período da manifestação do que é latente (كامن ): a incapacidade para o trabalho livre. essa faixa etária é crucial. é o momento em que a obediência (الطاعة) se torna motivo de orgulho (فخر). obedecer torna-se nobre (النبيل). a preguiça (الكسل ) torna-se 'ser realista'. a rebeldia (تمرد) torna-se anedotas (النكات). enfim, toda a força dos interesses de liberdade, da grande tarefa de viver em circunstâncias mais livres, enfraquece em prol das condições de parecerem muito, sendo tão pouco.

claro que estes cinco anos, de espaço de tempo, são flexíveis, porém o que me importa é: toda uma vida que poderia ser realizada a partir da exuberância (الوفرة), passa a ser organizada a partir da miséria (البؤس). só de pensar me dá arrepios. a humanidade firmando acordo com tudo o que é valorizado pelos paladinos do estado militar e burocratizado e pelos paladinos da hierarquia empresarial e do status de três ou quatro profissões que lhes são cruciais. a vida centrada na cautela (الحذر), na ordem (ترتيب) e no progresso (التقدم).delicados olhos ofuscados pelo intenso brilho do alívio institucional público, privado e do costume (مخصص).

casamento, educação dos filhos, carreira profissional, impostos, prestações, horas de lazer: os leitos enfermos da vida (مريض سرير في الحياة). momentos felizes regidos, ou por representações imaginadas por publicitários e formadores de opinião, ou lançados por ilusionistas religiosos para um além mundo. toda exuberante vaidade (الغرور مندفعا) e orgulho (فخر ) da juventude, de ser e parecer mais do que se é, trocada pela ninharia (تافه) da prudência, da ilusão de segurança, da idéia de conforto, da preguiça e do realismo enquanto conformismo (الانسياق) ou niilismo contemplativo (العدمية التأملية).

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Apenas uma questão de bom-senso, se é que você me entende ?