quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Dançando com o Diabo


Setembro de 2008, nos becos escuros das favelas cariocas: Homem Aranha, 28 anos, chefe do tráfico da Coréia, faz a ronda do seu domínio sem poupar críticas à corrupção da polícia e a mídia sensacionalista; o delegado Leonardo Torres, policial marombado da Delegacia de Repressão aos Narcóticos, avança agachado ao invadir o Complexo do Alemão no meio de um tiroteio; Pastor Dione tenta evangelizar almas perdidas enquanto negocia a paz entre grupos rivais como mediador. Sem disfarçar identidades, o documentário penetra num conflito que gera uma das taxas de mortandade mais elevadas do mundo.


domingo, 27 de dezembro de 2009

Dizem, não repetem...


"No individualismo contemporâneo, a impessoalidade converteu-se em indiferença e os elos afetivos da intimidade foram cercados de medo, reserva, reticência e desejo de autoproteção. Pouco a pouco, desaprendemos a gostar de "gente". Entre quatro paredes ou no anonimato das ruas, o semelhante não é mais o próximo-solidário; é o inimigo que traz intranquilidade, dor ou sofrimento. Conhecer alguém; aproximar-se de alguém; relacionar-se intimamente com alguém passou a ser uma tarefa cansativa. Tudo é motivo de conflito, desconfiança, incerteza e perplexidade. Ninguém satisfaz a ninguém."

A devoração da esperança no próximo [1]

O esvaziamento da vida pública é a contraface da queda da vida privada. Por falta de motivação, as elites desistiram de combater a violência

Jurandir Freire Costa


[1] Jornal folha de São Paulo, Caderno MAIS!, domingo, 22 de setembro de 1996, p. 5-8

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Cultura




O que nós mesmos possamos reconhecer em nós
Assim, quando o mundo é a gente
aqui entre nós para que nos mesmo nos entendamos entre nós
não sem eles.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Ouviu Londrina?



Hitler, Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas, souberam como poucos usar o rádio enquanto instrumento político. Quando surgiu a TV, John Kennedy logo percebeu sua utilidade política. Com a Internet não foi diferente. Pouco a pouco os políticos descobriram as vantagens da comunicação virtual: ampliou-se o número de sites político-partidários, blogs, twitter, etc.. Em períodos eleitorais, a Internet transforma-se em mais um campo de disputa. Eles não hesitam em invadir nossos computadores com propaganda eleitoral– muitos devem ter perdido votos por isso.

Por que a Internet faz sucesso na política? Se levarmos em conta a composição social dos usuários temos a resposta: seu público é formador de opinião. O usuário da internet constitui uma elite sócio-econômica – da classe média às grandes empresas, incluindo um setor intermediário com pouco capital econômico mas com certo acúmulo de capital cultural e poder de influência. Isso explica a sua importância política.

Por outro lado, o espectro ideológico na Internet é amplo. A pluralidade de idéias e informações circulando livre e democraticamente, aliado às facilidades da tecnologia, é um fator positivo; mas também negativo: imagine a potencialidade para a difusão de idéias racistas, nazistas, etc.. De qualquer forma, não é por acaso que o uso da Internet sofre restrições em países com governos ditatoriais.

A Internet, advogam os entusiastas, tem potencial para a construção da cidadania e o fortalecimento da democracia. De fato, a rede possibilita condições favoráveis ao acompanhamento e controle dos governantes.

Na Internet, acreditam os mais otimistas, somos todos cidadãos. Para os espíritos mais arrebatados, ela é sinônimo de liberdade e a máxima expressão da democracia. Deslumbrados com as facilidades e possibilidades da rede, os novos jacobinos esquecem que a virtualidade não elimina a realidade social e econômica injusta e desigual. Na verdade, gostemos ou não, a Internet reflete a estrutura de classes e grupos sociais materializada no capitalismo realmente existente.

Somos parte da elite que incorporou o computador ao cotidiano. Muitas vezes, o hábito ofusca a visão e sensibilidade sobre a realidade sócio-econômica. Irmanados em nossas ilhas virtuais, muitos de nós olvidamos um dado simples: a exclusão digital espelha o apartheid social que mantém milhões de pessoas à margem. Enquanto nos irritamos com a lentidão da conexão, com o entulho que recebemos por email, ou com as discussões sobre o sexo dos anjos, os excluídos reais e virtuais tem que matar um tigre a cada dia para terem o direito de viver.

Não obstante, reconhecemos as potencialidades da Internet enquanto meio de ativismo político. Os zapatistas foram pioneiros no uso dessa tecnologia – mas também os grupos fundamentalistas cristãos e a Milícia Norte-Americana nos EUA. Contudo, o exemplo zapatista comprova que a militância virtual é conseqüente na medida em que se vincule a movimentos sociais reais.

É necessário refletirmos sobre o militantismo virtual e até mesmo sobre o significado de escrever e publicar na rede. Não duvido das boas intenções, mas devemos atentar para o auto-engano da supervalorização do meio eletrônico enquanto instrumento de militância. Desvinculada da realidade, a militância virtual pode até alimentar o ego, apaziguar consciências e gerar a ilusão de que convertermos os convertidos. É preciso,porém, reconhecer os limites do ativismo virtual e evitar a ingenuidade dos que imaginam revolucionar a sociedade através de emails ou textos publicados na rede. Para esse tipo de ativismo a revolução está literalmente no ar...


Acordalondrina


Olá!

Uma das melhores maneiras de termos acesso em nossos blogs e a parceria, pois de nada adianta ter uma página com ótimos textos, vídeos e imagens se ninguém acessar, é como fazer um espetáculo e não ter platéia!

Pensando nisso estou abrindo meu blog para parcerias

http://acordalondrina.blogspot.com/

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Carta de Nós


Sobre o que mesmo estávamos discutindo?
- Da irresponsabilidade do indivíduo singular.

"Fracassados não pegam ninguém ou só as feias"


por Luiz Felipe Pondé, para a Folha

As pessoas não são todas iguais, umas são melhores do que outras, mais inteligentes, mais bonitas, mais generosas. Sinto muito se isso é duro de ouvir. O hábito de matar o mensageiro é antigo como a roda. Normalmente as menos dotadas odeiam as mais dotadas.

Nenhuma sociedade pode mudar isso, e as que tentaram apenas multiplicaram o número das pessoas mais feias e menos inteligentes e mais pobres e menos generosas e mais miseráveis e menos capazes.

Mulheres feias detestam mulheres bonitas (lembremos do maravilhoso filme "Malena" de Tornatore: as mulheres a odiavam porque todos os homens a queriam), homens com menos sucesso invejam homens de grande sucesso (inclusive porque as mulheres não resistem a homens de sucesso, e fracassados não pegam ninguém ou só pegam as feias).

E mais: a acusação de que toda mulher bonita seja burra é a esperança das feias, sua pequena vingança contra a beleza que não têm. Não é apenas o homem inseguro que teme a inteligência numa mulher bonita, as feias também temem. Elas, as feias, ficam, à noite ou pelos cantos do escritório, tramando como jogar sobre a bela e inteligente colega a suspeita de que a inteligência reconhecida no trabalho se deve à cama.

Vale notar que, ao contrário do que as mulheres supõem, nem todo homem suporta muito tempo uma mulher burra, mesmo que bonita. Se for por uns 30 minutos, aí tudo bem.

Ela é feia e sozinha e invejosa e raivosa? Ela desejará destruir sua colega bonita e inteligente e doce e cheia de namorados. Ele é pobre e sozinho e azedo e medroso? Ele desejará destruir seu colega bem sucedido e charmoso e bem humorado e cheio de namoradas. Se o fantasma da mulher é a falta de beleza, o do homem é a falta de coragem. Banal assim.

Existe uma série de códigos para homens e mulheres, e esses códigos sempre determinam o sucesso da relação entre sexos. Existem exceções? Claro que sim. São os famosos milagres, e eu acredito neles, mas nunca serão produzidos em massa através de políticas públicas. Uma das causas da raiva dos ateus contra Deus é porque Ele não é mais democrático na distribuição de milagres.

Esse ódio não é causado pela miséria social (que apenas cria condições para que ele se desenvolva mais ainda). Ele é causado pela insegurança estrutural do ser humano e pelo fato de que a beleza (como signo do que desperta a inveja) é sempre minoria no mundo, e todo mundo quer destruí-la por que não a tem. O ódio pela beleza é um fato científico. Isso não é ideologia, é ciência.

Uma mentira comum cresceu nos últimos anos. Qual? A de que dizer esse tipo de coisa que estou dizendo significa que "não respeito as pessoas feias e bobas". É claro que as pessoas podem ser o que quiserem ser, inclusive bobas. Ninguém tem obrigação de entender que o mundo não é o que ele gostaria que fosse em sua cabecinha. O problema é o risco que elas dominem o mundo...

A afirmação dos mentirosos é que quando se dizem coisas assim, se peca contra a humildade. É claro que estou levantando o nível do debate e o afastando dessa tagarelice sobre "direitos de sermos bobos e iguais". Mas a mentira está no fato de que a preocupação dos mentirosos não é com a humildade, mas sim com a repressão da diferença que faz diferença, ou seja, a diferença que cria hierarquias entre as pessoas.

Pensemos no caso da beleza das mulheres ou do sucesso profissional entre os homens, ambos objetos claros de inveja: um dia desses, os mentirosos inventarão uma lei que proibirá as mulheres de serem bonitas em nome da autoestima das feias e proibirão os homens bem-sucedidos de terem carros caros em defesa da dignidade do metrô.

Duvida? Basta algum mentiroso inventar que isso é "necessário para um justo convívio democrático".

A ditadura "dos ofendidos" é um dos maiores instrumentos contra a inteligência pública e livre em nossos dias.

Humildade é como coragem, só se mede coragem diante da morte ou de algo parecido. A mesma coisa com a humildade: só se mede humildade quando você tem razões objetivas para não ter humildade. Assim como a coragem não brota entre covardes, a humildade é uma agonia apenas para quem tem razões de ser orgulhoso.

Fazendo um giro teológico no argumento (em nome do espírito natalino): Cristo não é grandioso em sua humildade porque era um pobre miserável filho de carpinteiro (isso seria fácil, logo não seria virtude nenhuma), mas porque era Deus, o "Cara".

> 'O politicamente correto é coisa de retardado'


http://integras.blogspot.com/2009/06/artigos-de-luiz-felipe-ponde-para-folha.html

sábado, 12 de dezembro de 2009

. .\mANIFESTO DELETE SE


cai de paraquedas aqui nesse grupo de ativistas. conversei um pouco com tati wells em outra lista também, o que me motivou aqui a entrada e mais pesquisa. tenho um cartaz do midia tática 2003 que ganhei de presente há um tempo atrás. gostaria de publicar um manifesto que escrevi em um devaneio epifanico no dia de ontem. acho que cabe aqui. está aberto para cópia, remix e delete. abraços pessoal. jaime.



. .\mANIFESTO
DELETE SE

..
>e, . . . .: .
dos cúbiculos-compartimentados, lan houses e periferia globais ..
a revolução moral dos princípios invisíveis saltam interfaces que perfuram lugares, são telas. . . .
>>diluem-se fronteiras pós-geográficas. transnacionais. :
o mundo de metal e concreto transa com não-objetos. noutras plataformas, intangíveis, .: . .
criam projetos, idéias, serviços, artes e softwares \motores sociais
a estética da sociedade da informação se estampa na paisagem. natureza já enraizada.
pós-industrial. pós-midiademassa. faz um desenho infoestético de geometria três dê.
tocamos a informação. tocamos de longe em imagens do cenário.
imagem reais. imagens internas. fascínio. fissura. "viver sem fronteiras".
>a crise dos mediadores, os suportes, chora e se reinventa. novos sistemas. caóticos ainda.
natureza metálica de essemble. natureza das formigas. dos cálculos naturais. sequenciados. .:. . . .
traz a tona o individuo semi-deus do upload, da inteligência coletiva viva em rede, . ..
das identidades fragmentárias.
.a revolução acontece cúmplice das mudas teclas. datilo-mudanças.
os botões dizem sim ou não. . . . . :.
.as máquinas fazem zero ou hum. datilo-mu(n)danças.
>as TV's serão desligadas. trocadas, fundidas, convergidas. :
pequenas telas móveis, imensas quase-holográficas. ..
quadradas que cabem em retângulos ainda
?>irreal magia insurge como possibilidade real. ah deus é anarco, sim. fé no que?
no que cremos. ainda acreditamos em serviços grátis!!
a vida é dura mas tem mídia grátis. rá!!! ..
\\ALUGUEM SUAS TELAS!
elas já são indoors comerciais. invasivos. domésticos. e serão cyborgs. sujeitos!
\\ALUGUEM SUAS TELAS!
vive a crise sistêmica e ecológica, o homem metal-natural se perde e se encontra
a rede atua. a rede dirige.
o usuário deve receber para assistir. >é a troca pela invasão do monopólio na privacidade.
querem seus logs, seu rastro. !sua vida. ::
pois, querem suas imagens.
\\ALUGUEM SUA TELAS!
:peça o seu troco e muito obrigado.
não se contente com as migalhas. com imagens e palavras. .:
\\ALUGUEM SUAS TELAS! . . . . . :
atenção é o poder dos monopólios.
dispersão. pouca explicação.
o consumo da imagem é fugaz efêmero. hipnotiza. imagens dentro.
>o computador é o nó. a rede o rizoma.
na matriz. o arquivo duplicado. o mundo multiplicado. .: . :. . . .
:só se respira o fluxo. o processo.>
os amores são líquidos, escorrem pelos dedos. as relações também.
>o sujeito é o nó. a sociedade o rizoma. . . . . .
emerge a estética low-fi amadora. !dos amantes.
submergidos na estufa xingling de artefatos chineses. variados. koreanos.
.enforcaram sadan hussein. um celular filmou. a CNN NÃO!!
vivemos o descentro. os estado persistem. as megacorporações mais.
as fronteiras se testam.
>>some a cultura de massa.
>sobe a cultura-em-massa. viral.
privada social . . . :. . . . . .:
:abaixo a cultura superior e elitizada. !cultura é pan.
não é spam! spiced ham.
email são mídias. mídias são intervenções. revoluções.
cinco anos faz algo revolucionário um reacionário
-o google quer a sua vida. algorítmo. mapeado. . . . . . :
a microsoft quer você escravizado. produto casado. salta a sua janela. quadrado.
.a tecnologia é fetiche. fascínio. windows.
a tecnologia como suporte. aponta declínios. muitos. : : :
explodam os backbones. se apropriem.
criem nuvens de internet. cidades digitais.
livres!!
\LUTEM!! LUTEM !! pela liberdade dos códigos.
#e pelo saque das infos. apropriações.
conteúdos, palavras, sons, vídeos e softwares.
cultura sem lei, cultura sem dono.
>crise da tela pra frente. crise da tela pra trás.
essas interfaces. quadradas. estão no meio.
a mídia nunca pede desculpa. : . . . .
está sempre de cara lavada no boa noite do jornal e nos beijos das novelas
\SAQUEIEM!! DESMANCHEM!!
os geógrafos serão os filósofos do nosso tempo. : . . : . . ..
os programadores os construtores tecno-visionários. sabem premonições.
um sopro das tradições dos hackers
!!desapropriem o reino dos materiais intangíveis. compartilhe. roube e usufrua.
as bulinações são dos crackers
:proliferam-se as comunidades fugazes
mesmas pessoas diferentes lugares. mesmas pessoas diferentes avatares.
>>são sopros. são rodas. são terreiros. . . . .
o usuário é um medium. !o pai-de-santo
>desce os orixás nas poesia das máquinas, dos batuques. das rodas.
orquestram as danças e mandingas do terreiro virtual.
;acedam suas velas. liguam-se as telas. . : . .
o ritual é uma nau. no oceano sem dono.
>o usuário é um médium. uma mídia.
>>ser a mídia.
dos profundos eus em superfície. . . .. . .. . .. .. .. .
usem os mediadores e depois não agradeça.
servidores não são de graça. querem algo valioso.
>>você. desista.
DELETE SE : ::
os terreiros se calam e as discussões estão mortas ou viciadas.
>sem as perguntas essenciais, as trocas e as falas. .
DELETE SE : : : : :
preferir subir o pomar de frutas. e banhar nos verdes mares revoltos.
DELETE SE : : : : : : :
?tiver outros eus. anônimos. falseados. perfis simulacros. .. .
DELETE SE : : : : : : : : : : :
>!for de uma diluição do local global. entrefronteira espacial subjetiva.
DELETE SE
.:na vida digital morreu o real. e no virtual nasceu
um pirata. . .

a revolução não será televisionada
mas (as)saltará em interfaces gráficas . .. . . . . .
o movimento da massa é a desorg. apolitica não combinada.
a revolução moral dos princípios invisíveis globalizados.
somos todos piratas. saqueadores.
micropolítica é no ato.
uma obra em construção.

DELETE SE : : : : : : : : : :
a morte for uma honra. estilo oriental.
e se na vida real não for em vão banal.
DELETE SE
for um mendigo altaneiro, cigano transeunte . .. . .. . . . . . .. . . .
um flaneur virtual

SALVAR COMO : : : : : : : : : :

UNSUBSCRIBE : : : : : : : : : : . .. . .. . .. . . X

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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Because a Diamond is Forever



Cerca de 50 mil pessoas participaram de uma manifestação contra as mudanças climáticas no centro de Londres, neste sábado (5).

O protesto, chamado de “A Onda”, foi organizado pela coalizão Stop Climate Chaos, que reúne dezenas de grupos de ambientalistas. Um bloco anticapitalista participou da manifestação.

Os manifestantes, muitos dos quais vestidos de azul e com rostos pintados, marcharam em direção ao Parlamento gritando palavras de ordem e usando apitos, e carregando cartazes como "Justiça Climática Agora" e "Mudança Climática: O Fim Está Próximo".

A surpresa no protesto veio quando cerca de 250 ativistas criaram um acampamento climático em plena Trafalgar Square, no coração de Londres. Inicialmente a idéia era ficar apenas 48 horas, mas eles decidiram continuar a ocupação até o final da COP 15 de Copenhague, na Dinamarca, que começou hoje (7) e vai até 18 de dezembro. .

No acampamento há grandes faixas, toldos, cozinha e tripés. Lá serão organizadas diariamente oficinas sobre aquecimento global, economia, além de concertos e ações diretas, com o acampamento servindo como base. Eles esperam que este acampamento cresça e se torne um centro de protesto durante o período da COP 15.

"Estamos aqui com um olho no Parlamento para destacar que as elitistas e antidemocráticas negociações de Copenhague são parte de um sistema político e econômico que coloca os lucros das empresas à frente das necessidades das pessoas. Precisamos mudar o sistema, não o clima", disse um porta-voz do Acampamento Climático (Climate Camp). Completando: "As falsas soluções a serem acordadas em Copenhague, como o comércio de carbono, não irá resolver a crise climática. Para os banqueiros, corporações e os políticos que nos trouxeram a crise financeira, Copenhague é apenas a continuidade dos seus negócios".

"A Onda" também desceu às ruas escocesas, com cerca de sete mil presentes em Glasgow, e também em Belfast, na Irlanda do Norte.

Galeria de fotos do protesto: http://www.flickr.com/groups/the-wave/pool/

Mais infos e fotos do acampamento climático na Trafalgar Square: http://climatecamp.org.uk/

agência de notícias anarquistas-ana

De púrpura, seu mergulho
no aquário. No coração,
o mais antigo azul.

Yeda Prates Bernis

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Contra o Sistema



Um sistema não pressupõe falhas, ao menos quando a falha seja a única.
A maior falha de um sistema que se pressupõe, é ser única enquanto falha.

Pressupõe-se não falhar em um sistema único, ao menos se falha tiver.
A única falha de um sistema, vale tanto quanto for a falha.

Não falhe!
pois o sistema é bruto.