segunda-feira, 29 de junho de 2009
domingo, 28 de junho de 2009
Piegas, mas real

A minha dor eu não encontro.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Autonomia

terça-feira, 23 de junho de 2009
Ditadura da Criatividade

domingo, 21 de junho de 2009
an abstract thing called culture

sábado, 20 de junho de 2009
CEDO OU TARDE, VOCÊ VAI SE ENTREGAR
Olhava para o dentro de si tentando entender o que sentia. Há muito tempo não se sentia daquela forma, quer dizer, nem mesmo poderia afirmar que sentia algo. O vazio que sentia, não era poético; Não tinha o glamour dos artistas, dos escritores, dos boêmios ou dos iluminados.
Sentado, deitado, levantado, encostado em si mesmo. Sem referências extra-corporais, afundava em uma sensação de desapego e resignação. Não sentia seu corpo respirar, o gosto amargo e seco desaparecia aos poucos. Estava assim, ocupando o espaço inteiro, dentro de si, fora de tudo.
O tempo e o espaço fora extrapolado, era sua primeira vez, nem se lembrava disso. Sua vida ordinária, sua narrativa sem fim, abria um parêntese. Um vácuo de emoções e crenças descendo em uma espiral infinita de esvaziamento. Parecia passageiro, parecia infinito, obedecia a uma ordem própria.
Não era morte, não era vida, não era realidade. A estupidez humana não tem limites, o suicídio é o caminho mais fácil, nem por isso, o mais divertido. Não negou, o sofá, o brilho da televisão, a luz reluzente. A televisão lhe trouxe a vida. Bem vindo à miséria da existência humana.




